quarta-feira, 23 de dezembro de 2015

Argumentos para a prova do TJDFT/2015 – Técnico Cargos 13 e 14

ARGUMENTO: ITEM 1 – gabarito preliminar: E


1. A busca da manutenção de relações de poder assimétricas

motiva grande parte dos atos de violência doméstica.



 
Solicita-se a troca do gabarito desta questão por não condizer com a realidade argumentativa do texto em análise. Nas linhas de 21 a 23, diz-se "no âmbito doméstico, as agressões decorrem da vontade de dominar e subjugar o mais fraco, da luta por poder dentro de casa.", provando, portanto, que as relações de poder são assimétricas e motivam grande parte dos atos violentos no âmbito familiar.


Termos em que se pede deferimento, juntamente com a troca do gabarito de E, errado, por C, certo; de acordo com os argumentos supracitados.


 

ARGUMENTO: ITEM 15 – gabarito preliminar: E



15. A finalidade do texto é alertar o interlocutor sobre as consequências que podem resultar do desperdício de energia elétrica e apresentar-lhe um conjunto de ações recomendadas pelo TJDFT com vistas a evitar o desperdício de energia elétrica.



Solicita-se a troca do gabarito desta questão por não condizer com a realidade argumentativa do texto em análise. Nas linhas de 3 a 5, diz-se: "O ouro já é escasso. A energia elétrica caminha para isso. Enquanto cientistas e governos buscam novas fontes de energia sustentáveis", estas as referidas consequências no item; nas linhas de 6 a 11 – (Desligue as luzes(...) no modo espera.) –, tem-se o conjunto de ações recomendadas pelo TJDFT. Isso prova que o que fora perguntado no item está correto de acordo com o texto.


Termos em que se pede deferimento, juntamente com a troca do gabarito de E, errado, por C, certo; de acordo com os argumentos supracitados.




ARGUMENTO: ITEM 20 – gabarito preliminar: E



20. O pronome "isso" (R.4) retoma a ideia expressa no primeiro período do parágrafo, ou seja, refere-se ao fato de o ouro ser escasso.






Solicita-se a troca do gabarito desta questão por não condizer com a realidade argumentativa do texto em análise. Nas linhas 3 e 4, diz-se: "O ouro já é escasso. A energia elétrica caminha para isso.", pelo contexto apresentado, quando se diz que a energia elétrica caminha para isso, por óbvio, refere-se ao fato de que o ouro é escasso hoje em dia e que a energia elétrica também o será em pouco tempo, caso as providências sugeridas não sejam adotadas também, fazendo com que o órgão faça sua parte.




Pelas teorias de elementos de coesão, o ‘isso’ refere-se a expressão anterior, caso de anáfora. Neste contexto, não outra ligação textual e semântica possível que não seja a relação com a ideia da escassez do ouro.


Termos em que se pede deferimento, juntamente com a troca do gabarito de E, errado, por C, certo; de acordo com os argumentos supracitados.



 
ARGUMENTO: ITEM 27 – gabarito preliminar: C



27. O fecho "Cordialmente" é uma das formas estabelecidas pelo referido manual.



Solicita-se a troca do gabarito desta questão por não condizer com a realidade argumentativa encontrada no Manual de Redação da Presidência da República. O referido manual sequer faz menção ao uso de Cordialmente em nenhum caso. Apenas há duas possibilidade de fecho no manual: Respeitosamente e Atenciosamente. Estes dois tipos de fecho se encontram na página 11 do Manual de Redação da Presidência da República, item 2.2., em que se trata dos fechos.



Termos em que se pede deferimento, juntamente com a troca do gabarito de E, errado, por C, certo; de acordo com os argumentos supracitados.

quinta-feira, 17 de dezembro de 2015






Concordâncias IV - Série Especial


Concordâncias IV

 

                               O penúltimo artigo sobre concordância verbal tem como sua estrela o verbo ‘haver’ no sentido clássico de existir/acontecer/ocorrer. Talvez seja a regra de português mais lembrada entre os estudantes, porém também é a questão que mais se erra nas provas de concursos. Acabemos, então, com isso.

  1. Verbo HAVER no sentido de EXISTIR/OCORRER/ACONTECER: neste sentido o verbo haver não tem sujeito, portanto é impessoal e não vai para o plural: Havia (Existiam) mais pessoas na sala de aula. / Haverá (Existirão) várias oportunidades para estudar. / Houve (Ocorreram) diversos tremores secundários. Perceba que o verbo ‘haver’ não se flexionou, pois não tem sujeito e fica no singular. Contudo, os verbos ‘existir’ e ‘ocorrer’ flexionaram-se naturalmente com seus respectivos sujeitos – pessoas / oportunidades / tremores. As provas de concursos têm trazido justamente os outros verbos e pedindo a troca do haver por eles. Assim, temos de pensar na hora de responder: se o verbo for ‘haver’ no sentido deles, singular; se o verbo for os outros, concorda com seu sujeito. Isso acontece com as locuções também: Deve haver (Devem existir) fatores extras de comparação. / Poderia haver (Poderiam acontecer) mais eventos como este.
     
  2. Há observações importantes a se fazer! A. o verbo haver pode ir ao plural! Basta que ele não signifique ‘existir/ocorrer/acontecer’: Os alunos houveram (fizeram)a prova pela manhã. Neste sentido, o verbo possui sujeito – alunos – e concorda com ele: Os abraços hão de ser (serão) milhões de abraços. B. Cuidado, pois o verbo ‘haver’ pode significar ‘ter’ – A África há leões. –, porém o verbo ‘ter’ não pode significar ‘haver/existir’ e, sim, ‘possuir’: No meio do caminho, tinha (havia/existia) uma pedra. Nosso poeta errou de propósito para chocar a sociedade e a crítica e para mostrar a língua falada, porém deu-nos um belo exemplo. Cuidado com isso, pois o sentido pode ser o mesmo e ser natural aos nossos ouvidos, contudo está errado de acordo com a norma culta. Depende da pergunta a nossa resposta sobre esse verbo. C. o verbo ‘haver’ pode ser usado no sentido de tempo passado. Assim, ele é impessoal também e sem sujeito: Há dez anos, encontrei você. Cuidado, não se usa, sob nenhuma desculpa, a palavra ‘atrás’ com o verbo ‘haver’ nesse sentido – configura-se pleonasmo vicioso –, então, não se escreve: Há dez anos atrás, encontrei você. Assim usa-se um ou outro: Anos atrás, encontrei você.

Sucesso!!!!!!

 

Professor Diego Amorim

quarta-feira, 16 de dezembro de 2015

Concordâncias III - Série Especial


Concordâncias III

 

                               Este terceiro artigo será dedicado a três casos do sujeito composto: posposto ao verbo; núcleos ligados por ‘ou’; com pessoas gramaticais diferentes. Como sabemos, sempre cai concordância e permeia sempre sobre o sujeito composto o item. Então, vejamos:

  1. Sujeito composto posposto ao verbo: no caso de anteposto ao verbo, a concordância é natural e sempre no plural para concordar com todos os núcleos. Porém, quando for posposto, a concordância pode ser feita tanto com o mais próximo núcleo ou com todos indiferentemente. Isso acontece por se criar a impressão semântica de zeugma (supressão de um termo já escrito anteriormente) do verbo depois do sujeito escrito: PASSARÃO / PASSARÁ o céu e a terra. ; MANTÊM-SE /MANTÉM-SE a correção e o sentido. Quando se tem a concordância com o mais próximo, percebe-se que o verbo se repetiria depois do sujeito: Passará o céu e a terra [passará]. Por isso, a concordância com o mais próximo é aceita na gramática.
     
  2. Sujeito composto com núcleos ligados por ‘ou’: há de se fazer uma separação semântica sobre este tema, porque o sentido influencia na concordância. Como já disse e digo em minhas aulas, a gramática deve se dobrar ao sentido sempre: quando houver dúvida, vá sempre pelo que privilegia o sentido em detrimento da simples regra geral, assim não se erra. Pois bem: A. ‘ou’ com valor de exclusão, verbo permanece no singular: FHC ou Lula GANHOU a eleição. / João ou Pedro FICARÁ com a vaga.; B. ‘ou’ com valor de não-exclusão (não é de soma!), verbo no plural: Reguffe ou Augusto Carvalho GANHARAM a eleição. / Português ou Direito CAEM na prova.  Assim, qualquer um dos dois pode cair na prova, pode ser que um só caia, mas pode ser que os dois caiam de uma vez. Se fosse de soma a ideia, os dois teriam de cair obrigatoriamente na prova. Não se pode substituir o ‘ou’ por ‘e’, pois muda-se o sentido. C. ‘ou’ com valor de retificação, verbo concorda com a retificação feita: Os motoristas ou o motorista FOI ELEITO para a associação. / O motorista ou os motoristas FORAM ELEITOS para a associação.
     
  3. Sujeito composto com pessoas gramaticais diferentes: as pessoas gramaticais são a 1ª, a 2ª e a 3ª pessoas do singular e as mesmas do plural. Quando elas se misturam no sujeito, basta que reduzamos a uma pessoa somente. Aline e tu (vós) CHEGASTES mais cedo. Tu e eu (nós) FIZEMOS tudo certo. Aline e eu (nós) SAIREMOS mais tarde. Cuidado para não achar que ‘Aline e tu’ equivale a ‘vocês’, deixando o verbo como ‘chegamos’ na primeira frase. Claro está que se a pergunta for pela linguagem amis informal, cotidiana, do dia a dia, pode-se tranquilamente dizer que Aline e tu chegaram mais cedo. Ela ficaria correta. Importante: ao se juntar esta regra com a última deste artigo, tem-se: CHEGASTES / CHEGOU Aline e tu (vós).
     
    Professor Diego Amorim
     

terça-feira, 15 de dezembro de 2015

Concordâncias II - Série Especial


Concordâncias II

                No artigo de hoje, continuação da semana passada, trataremos de estudar a concordância dos verbos ‘ser’ e ‘tratar’. São verbos especiais, que sempre caem em concursos. Ora sobre seu significado, ora sobre seu uso gramatical. Vejamos:

  1. Ser: geralmente, tem-se um montão de regras acerca desse verbo, mas basta que saibamos ler para que concordemos, de maneira adequada e correta, o verbo ‘ser’. A principal forma de variar o ‘ser’ é com a pessoa/pronome pessoal. Quando a frase contiver pessoa/pronome pessoal, concorda-se com ele: Aline SERÁ ilusões na sua vida. / Ilusão SERÃO elas na sua vida. Quando não aparecer na frase nem pessoa nem pronome pessoal, a concordância pode ser feita gramaticalmente com qualquer um dos elementos: Tudo SERÁ / SERÃO flores. / Modernidade É / SÃO instituições sólidas. Porém, lembremos que, ao concordar o verbo com qualquer um dos elementos, dá-se a este elemento ênfase. Quando se quer destacar um termo, concorda-se com ele. Assim, Tudo serão flores., destaca-se ‘flores’; Tudo será flores., destaca-se ‘tudo’.Obs.: até mesmo em relação a horas, ou a dia, ou mesmo a distância, essa regrinha funciona: SÃO 25 km até lá. / É 1h. / ERAM 18h, quando chegou. / Hoje É dia 20. / Hoje SÃO 20. Nestas frases, como não há pessoa nem pronome pessoal, nem mesmo outro elementos com quem concordar, concorda-se com o numeral que está na frase.
     
  2. Tratar: as formas esquisitas de concordância com esse verbo são as em que ele se junta com o pronome SE. São três as formas de aparecerem juntos: com o SE sendo partícula apassivadora (PA), sendo índice de indeterminação do sujeito (IIS), e sendo parte integrante do verbo (PIV). Como Jack, o estripador, por partes: A. (PA), para ser apassivador – com o sentido de curar, sanar, dar tratamento –, o SE deve-se ligar a verbos transitivos diretos, com o sujeito sofrendo a ação verbal, portanto o verbo concordará com o sujeito paciente: Tratam-se males de amor!. Aqui o sujeito é ‘males de amor’, com quem o verbo concorda; B. (IIS), para indeterminar o sujeito – com o sentido de dar tratamento, cuidar –, o SE deve-se ligar a verbos que não sejam transitivos diretos (VI, VTI, VL, VTD+OD PREP.), então p verbo ficará no singular por não aparecer o sujeito na oração em si: Trata-se dos males de amor! Aqui o sujeito é indeterminado e ‘dos males de amor’ é objeto indireto do verbo ‘tratar’ (VTI); C. (PIV), para que o SE seja parte integrante do verbo, ele deve ser conjugado com o verbo e não ter função alguma na oração, deixando o verbo no singular por não ter sujeito: Trata-se de assuntos de suma importância. Aqui, como não há sujeito, o verbo é impessoal, sem flexão, sempre usado na 3ª pessoa do singular. Lembre: o verbo não é ‘tratar’ e sim ‘tratar-se’, com o SE sendo parte integrante desse verbo, assim como: referir-se, sentar-se, encaminhar-se, aproximar-se.

O sentido diz tudo nesse caso do verbo ‘tratar’, pois ele diferencia o uso de trata-se de doenças. (sentido de tratamento, cura da doença) e Trata-se de doenças. (sentido de referir-se a doenças).

Fique atento! Estudem muito e estamos sempre juntos!

Professor Diego Amorim