quarta-feira, 5 de outubro de 2011

RECURSO DE LÍNGUA PORTUGUESA – PROFESSOR DIEGO AMORIM


RECURSO DE LÍNGUA PORTUGUESA – PROFESSOR DIEGO AMORIM
ITEM 20

Solicito a alteração do gabarito preliminar de C, certo, para E, errado por considerar que não corrobora com o Manual de Redação da Presidência da República. No item 3.3.1, que define e traz a finalidade do documento ofício, diz “(...), ao passo que o ofício é expedido para e pelas demais autoridades. Ambos têm como finalidade o tratamento de assuntos oficiais pelos órgãos da Administração Pública entre si e, no caso do ofício, também com particulares.” E no item 3.4.1, que traz a definição e finalidade do memorando, diz “O memorando é a modalidade de comunicação entre unidades administrativas de um mesmo órgão, que podem estar hierarquicamente em mesmo nível ou em nível diferente. Trata-se, portanto, de uma forma de comunicação eminentemente interna. Pode ter caráter meramente administrativo, (...). Sua característica principal é a agilidade.” Sendo assim, o texto apresentado traz características administrativas de assunto interno – solicitação de computadores – sendo enviado não por autoridade, como solicita o Manual para ofício, mas com caráter meramente administrativo como no memorando. Portanto, pede-se a alteração do gabarito preliminar para E, errado.

segunda-feira, 3 de outubro de 2011

BRB - Gabarito Comentado de Língua Portuguesa



1. E, pois o suj está na frase "os bancos", mas somente o fato de o verbo estar no plural já impede o "se" de ser IIS.
2. C, justamente o motivo de a vírgula estar na frase, AADV de tempo deslocado.
3. E, não existe "cuja a" nem a substituição de "cuja" por "da qual".
4. C, perfeita a afirmativa sobre a vírgula, pois a função é de complemento nominal das expressões "de emitir dinheiro", "captar recurso" e "regular os bancos...", portanto separadas por vírgulas, sendo de mesma função, parte de uma enumeração.
5. E, pois são apenas 4,5% consideram isso. Linhas de 3 a 6.
6. C, pois apenas - mesmo sendo muito, não corresponde à maioria - 39,5% não têm conta em banco.
7. C, pois das linhas de 8 a 10 se diz exatamente o que o item expõe: menor relevância da função de concessão de crédito entre as regiões mais desenvolvidas economicamente.
8. C, elemento de coesão natural no texto, referência textual.
9. E, pois "considerado" não se refere a "BB" e sim a " início".
10. C, a troca pelas conjunções elencadas mantém a ideia de causa da frase original.
11. C, pode sim, pois a troca mantém a ideia de tempo que fora trazido por "Até então".
12. E, pois a conjunção "conquanto" não se encaixa na frase, também tem a ideia de concessão e não de adversidade, como as outras e a original conjunção do texto.
13. C, pois o suj está posposto ao verbo, ou melhor, locução verbal: continuavam sendo usadas.
14. E, pois deve haver crase no "a" antes de impossibilidade. E mediante não pede "de" e sim sem preposição.
15. C, sem erros de nenhuma natureza.
16. C, sem erros de nenhuma natureza.
17. E, o problema reside na crase que fora usada antes de D. João VI, que não existe.
18. C, sem erros de gramática, pode sim ser o texto de uma ata.
19. E, o texto está gramaticalmente correto, mas o texto se adequa mais a um memorando, por ser de caráter interno e de assunto eminentemente interno.
20. E, poderia ser até um relatório ou mesmo um parecer, mas há um erro de concordância verbal no item. O verbo "entrevistaram" deveria concordar com seu suj "A comissão".

                                                                                                           Professor Diego Amorim/

quinta-feira, 29 de setembro de 2011

MAIS RECURSOS EBC – LÍNGUA PORTUGUESA – PROFESSOR DIEGO AMORIM

 
Pessoal, seguem os recursos. Porém, mudem a redação aqui proposta sem mudar os argumentos, pois se houver textos iguais (ctrl C ctrl V) não serão considerados.

Muito boa sorte!


TÉCNICO EBC CARGO 45. – NÃO HÁ RECURSO POSSÍVEL EM LÍNGUA PORTUGUESA.

ANALISTA DA EBC CARGO 20

ITEM 11 – Solicito a revisão e a consequente alteração do gabarito preliminar de E – errado – para C – certo. No quarto parágrafo, nas linhas de 22 a 27, tem-se uma pergunta retórica sobre o assunto tratado neste item. Porém, a pergunta que se faz é se “os sufrágios midiáticos, intrinsicamente, representam alguma modificação na comercialização dos produtos culturais, servindo como pesquisa implícita sobre os gostos momentâneos do público?”, sendo assim, percebe-se que a pergunta é sobre a modificação no comércio de produtos culturais e não se a pesquisa é usada ou não como índice de preferência do consumidor, isso não se discute. Portanto, são assertivas verdadeiras em relação ao texto apresentado para análise. Pede-se, portanto, que altere o gabarito preliminar de Errado para Certo.

ITEM 12 – Solicito a revisão e a consequente alteração do gabarito preliminar de C – correto – para E – errado. A pergunta do item é se o sentido se alteraria com a troca do sinal de dois-pontos por ‘pois’. Os dois-pontos foram empregados para indicar uma explicação que se fez acerca de processo já conhecido pelos estudiosos da comunicação. Ao se substituir pela conjunção ‘pois’, que colocada anteposta ao verbo da segunda oração funciona como conjunção explicativa, mantendo-se assim o sentido. O texto do item traz como uma alteração do sentido, o que não houve. Ressalte-se que gramaticalmente necessita-se de uma vírgula antes de ‘pois’, porém isso não fora objeto da pergunta feita. Pede-se, portanto, que altere o gabarito preliminar de Certo para Errado.

RECURSOS EBC – LÍNGUA PORTUGUESA – PROFESSOR DIEGO AMORIM

 Pessoal, seguem os recursos. Porém, mudem a redação aqui proposta sem mudar os argumentos, pois se houver textos iguais (ctrl C ctrl V) não serão considerados.

Muito boa sorte!

JORNALISTA CARGO 1 

ITEM 1 – Solicito a revisão e a consequente alteração do gabarito preliminar de E – errado – para C – certo. São duas as proposições a serem analisadas: a primeira, se o texto trata como sinônimos os termos jornalismo e imprensa; a segunda, se o texto se classifica como argumentativo. Esta afirmação está correta por ser o texto uma defesa explícita de um ponto de vista do autor do texto e para tal defesa ele se utiliza de argumentos, premissas verdadeiras. – teoria essa defendida por Ingedore Kock em seus livros, e por Othon M. Garcia em Comunicação em Prosa Moderna. A primeira afirmação de que são sinônimos pode parecer errônea, porém, na linha 2 do texto, se faz a separação na frase “definição aproximada de jornalismo e de imprensa”, e durante todo o texto não se menciona mais o termo “imprensa” e sim somente “jornalismo” – linhas 4, 5, 6, 8, 11, 20, 22, 25 e 26 – numa fusão semântica dos termos pelos sentidos do texto. Essa fusão só é possível porque o texto permite que se tratem os termos como sinônimos. Pede-se, portanto, que altere o gabarito preliminar de Errado para Certo.

ITEM 2 – Solicito a revisão e a consequente alteração do gabarito preliminar de E – errado – para C – certo. O item traz como errada a oposição entre ‘discursos oficiais’ e ‘jornalismo’ e diz ainda ser errada a noção de que ‘discursos oficiais’ são para o poder estatal e ‘jornalismo’ para o povo. Porém, o texto, na linha10, afirma esta oposição: “discurso oficial é o oposto de jornalismo.”; nas linhas de 12 a 15, afirma-se ser o ‘discurso oficial’ um texto voltado à necessidade de o Senado romano divulgar suas atas, e nas linhas 26 e 27 afirma-se que ‘jornalismo’ só pode ser denominado assim quando se escreve para os cidadãos, para eles fiscalizarem o poder. Portanto, são assertivas verdadeiras em relação ao texto apresentado para análise. Pede-se, portanto, que altere o gabarito preliminar de Errado para Certo.

ITEM 5 – Em análise.

GESTOR CARGO 1

ITEM 15 – Solicito a revisão e a consequente alteração do gabarito preliminar de C – correto – para E – errado. Afirma-se no item que contempla os preceitos da comunicação oficial o fato de se colocar no cabeçalho ou no rodapé o nome do órgão ou setor e o endereçamento. Porém, não se pode colocar no rodapé o nome do órgão, somente do cabeçalho esta informação deve constar, como contempla o Manual de Redação da Presidência da República, na página 13, em que traz um modelo de comunicação oficial com o padrão ofício com o nome do órgão previsto somente no cabeçalho. Pede-se, portanto, que altere o gabarito preliminar de Certo para Errado.

domingo, 11 de setembro de 2011

Outro lado da moeda!


                              
                               Assisti a uma aula dia desses e como fiquei impressionado com a atitude dos professores – que se diziam com orgulho ‘professor de cursinho’! – frente à aula. Eu nunca havia sentado numa cadeira de aluno para ter aulas de Microeconomia. Sempre me achei meio burro para entender tais teorias. Propus-me a ser aluno de novo. Tive uma visão completamente diferente da que tinha sobre a atitude dos professores.

                               Objetivo! Uma palavra que pode definir uma boa aula e uma aula ruim! Ter um objetivo claro e definido para uma aula é essencial. O aluno paga caro – sempre será caro para ele, é seu dinheiro – por uma oportunidade de aprender. Olha a importância disso! Ele quer aprender, quer saber, quer entender e quer passar! Os professores têm a tarefa de dar a melhor aula sempre, a cada uma delas – nunca há uma aula igual a outra. “Põe o quanto és no mínimo que fazes.” Fernando Pessoa o escreveu e se encaixa perfeitamente numa sala de aula.

                               Depende de nós, professores, despertar no aluno aquela fagulha de vida, de brilho, de fogo, que faz com que ele se ajeite na cadeira, não pisque, sorria, aprenda, se deleite em estar ali na sua frente e, como num passe de mágica, entenda aquilo que antes era impossível! Cabe a nós prepararmos a melhor aula das nossas vidas sempre. Eles merecem isso; eles, os alunos, precisam disso!

                               Não podemos nos dar o luxo de simplesmente entrar em sala e ministrar a aula como se fosse uma obrigação torturante, pois ‘poderíamos estar em outro lugar’. A escolha de estar ali, na sala, é dos professores. Então, coloquemos o quanto somos em cada palavra falada, em cada gesto feito, em cada assunto de que tratamos.

                               Naquela fatídica sala de aula, o professor não escolheu dar aula. Estava ali por obrigação. Sempre dizendo ser ‘domingo à tarde’. Sempre com o pensamento em outras coisas que não no objetivo de todos ali: entender para passar! Seu pensamento era de que ‘sei tudo e vocês nada’; ‘falo e vocês têm de entender’; ‘deveria estar em outro lugar’. Não preparara aula, por não valorizar o que cada um dos alunos ali presentes tinha como sonho.

                               Não é essa atitude que se espera de um professor. Espera-se qualidade; envolvimento pessoal com o assunto, com a aula, com o aluno; espera-se a mágica de fazer o olho brilhar quando entende; espera-se o poder de seduzir desde o mais interessado até o mais descrente dos alunos. Esse é o poder de fazer da aprovação o desejo de todos – professores e alunos –, agentes diretos dessa relação de sala de aula.

                               Foco naquilo que você definiu como prioridade: dar aula! Planejar cada assunto em cada seguimento mais lógico para o aluno. Quando você se propõe a ensinar, não há nada que o impeça de fazer com que seu aluno aprenda! Tenha muita sede de ensinar, tudo pode se tornar interessante. Escolhamos ensinar somente o que cai em concursos públicos. Direcionemos nossas aulas e não percamos tempo com macetes e com supostas fórmulas mágicas que não acrescentam nada para nosso aluno poder alcançar seus objetivos. Não ensinemos regra quando ela por si só é insuficiente para resolver o item. Entendamos o contexto da teoria, sua lógica original e passemos isso para o aluno. Não podemos esconder o ‘pulo do gato’.

                               Nossa profissão é linda! Nosso sucesso depende do sucesso do outro, do aluno. Ele, alcançando seu objetivo, faz com que também alcancemos o nosso. Focalizemos sempre o que queremos sem limites! Não deixemos ninguém nos impedir de fazer o aluno encontrar seu sonho. Vendemos sonhos, vendemos caminhos para sonhos. Seja você, colega professor – quem sou eu para dizer, mas ouvi isso de uma aluna! –, o responsável pela condução do sucesso de seu aluno. Ninguém mais é mais responsável pela condução desse barco do que nós. Junto com os alunos somos a tropa de frente! Estejamos preparados e os preparemos para isso!

                               Há dois caminhos: passar pela vida sem fazer diferença para ninguém e passar pela vida fazendo diferença para muita gente. Escolho a última em cada sala de aula que entro. E você, professor?

Professor Diego Amorim