quinta-feira, 21 de julho de 2011

Recurso CBMDF - Complementar - Língua Portuguesa



Questão 8

Solicita-se a alteração de gabarito preliminar desta questão. Fora dado como correto (C) o SE indicador de sujeito indeterminado na oração Sabe-se muito pouco a respeito do desenvolvimento das organizações (...), porém, para se obter sujeito indeterminado com o uso do pronome SE, este deve ser ligado a verbos intransitivo, transitivo indireto, de ligação, transitivo direto com objeto direto preposicionado. O verbo em análise é transitivo direto, fazendo-se que se classifique o SE como partícula apassivadora, com sujeito explícito no texto e paciente da ação verbal SABER. O sujeito da oração é ‘muito pouco’. É unânime entre os gramáticos a condição de apassivador do pronome ligado ao verbo ‘saber’ nessa condição de uso. Em sua ‘Gramática da Língua Portuguesa’, páginas 154 e 155, Pasquale Cipro Neto e Ulisses Infantes deixam clara a impossibilidade de se ter sujeito indeterminado com verbos transitivos diretos. Assim, estando o sujeito explícito na oração, não é correto dizer que ele seja indeterminado, deixando a questão errada (E). o que fica indeterminado na oração é o agente da passiva, na voz passiva sintética em que se encontra a oração. Pede-se à Douta Banca Examinadora a alteração do gabarito preliminar de (C) correto para (E) errado, a bem da lisura deste certame.

Questão 9

Solicita-se a alteração de gabarito preliminar desta questão. Fora dada como correta (C) a assertiva “Infere-se das informações do texto que as companhias seguradoras formaram brigadas para proteger os bens de seus clientes dos prejuízos advindos de incêndios e continuar obtendo lucros.” Porém, no texto em análise não se faz menção ao fato da tentativa de obter lucros por parte das seguradoras, muito menos ao fato de se ‘continuar obtendo lucros’. Sendo assim, não há como se inferir do texto que tais informações, pois sequer se deixa a entender essa intenção, como se percebe no trecho so texto em que se trata desse ponto: “Após o incêndio, as companhias de seguro da cidade começaram a formar brigadas particulares para proteger a propriedade de seus clientes.” O item deve, portanto, ser considerado como sendo (E) errado por não haver condições de inferência exofórica a esse respeito. Pede-se à Douta Banca Examinadora a alteração do gabarito preliminar de (C) correto para (E) errado, a bem da lisura deste certame.

quarta-feira, 20 de julho de 2011

CURSO DE REDAÇÃO DISCURSIVA PARA O SENADO FEDERAL



Objetivo:
·       ensinar a elaborar um texto coeso e coerente, objetivo e claro, acerca de diversos temas.
Local:
·       702 Norte, Cópia Café, subsolo, sala 1.
Dias:
·       13, 20 e 27/8/2011
Horário:
·       das 17h45min às 21h (já incluso 1h20min para elaboração da redação)
Carga-horária:
·       15h/a (45min cada h/a)
Redações Corrigidas:
·       serão corrigidas as redações confeccionadas pelos alunos, independente da quantidade.
Investimento:
·       R$ 100,00 (cem reais) à vista;
·       2x R$ 55,00 (cinquenta e cinco reais)
Material:
·       elaborado pelo professor Diego Amorim, consistente em material teórico, material de análise de redações, caderno de temas específicos.
Cronograma:
·       13/8 – Macroestrutura: introdução, desenvolvimento, conclusão. / Plano de Redação / Elaboração de Textos
·       20/8 – Microestrutura: o parágrafo – introdução, desenvolvimento, conclusão. / Análise de Redações Corrigidas / Mitos e Dúvidas / Elaboração de Textos
·       27/8 – Caderno de Temas / Montagem de Redações / Análise de Temas Passados / Elaboração de Textos
Vagas: 50 alunos
Inscrições e Contatos:
·       Enviar e-mail de confirmação para receber os dias das inscrições.
·       @professordiego (twitter)
·       www.professordiego.com
·       61 8461-1747

domingo, 17 de julho de 2011

GABARITO COMENTADO DE LÍNGUA PORTUGUESA CFO BM DF – PROFESSOR DIEGO AMORIM –

http://www.cespe.unb.br/concursos/CBMDFCFO2011/

 QUESTÃO 1 – (E) ERRADA


A troca de “se improvisavam” por “era improvisada” não é possível, pois o sujeito da oração do texto é ‘escadas de madeira’. Por ser plural a troca deveria ser feita por ‘eram improvisadas’.


 


QUESTÃO 2 – (E) ERRADA


A partícula SE na linha 9 tem como função sintática de Partícula Apassivadora (PA), tendo como sujeito paciente “moradores”. Já na linha 10, o SE funciona como Parte Integrante do Verbo (PIV), tendo como sujeito agente “eles”. Então, não é a mesma função.


QUESTÃO 3 – (C) CORRETA


Na linha 13, houve mesmo a junção de um ‘a’ preposição, vinda do particípio ‘dirigido’ e outro ‘a’ artigo, vindo da palavra feminina ‘Câmara’.


QUESTÃO 4 – (C) CORRETA


As linhas 11 e 12, 15 e 16 corroboram com a afirmação feita neste item.


QUESTÃO 5 – (E) ERRADA


O verbo acorrer é intransitivo, portanto sem objeto. O que se chama de objeto no item tem função de sujeito.


QUESTÃO 6 – (E) ERRADA


Em ‘dar os primeiros socorros as vítimas’, o ‘as’ deve levar o sinal indicativo de crase. Assim como em ‘dar um atendimento preliminar as vítimas’, o ‘as’ também deveria levar o acento. Isso torna o item falso.


QUESTÃO 7 – (C) CORRETA


Não há erros de natureza gramatical neste item.


*QUESTÃO 8 – (E) ERRADA


Não há erros de natureza gramatical neste item.


*neste item, poderá haver um problema, pois há uma vírgula obrigatória entre ‘intensivo’ e ‘equipada’, pois temos aí um termo explicativo do anterior, portanto com a vírgula obrigatória para separá-los. Em minha opinião, o CESPE lança o gabarito como correto, porém, se o soltar como errado não vejo problemas. Recursos serão postados se quiserem.


QUESTÃO 9 – (E) ERRADA


O erro de gramática deste item é de concordância verbal na palavra ‘podem ser’, pois seu sujeito está no singular: ‘missão de salvamento’. Então, deveria estar escrito ‘pode ser’.


QUESTÃO 10 – (E) ERRADA


Há dois motivos de erros para este item. O primeiro é sobre concordância verbal (para variar!) do verbo conter na quarta linha do item. Seu sujeito é ‘integrantes do corpo de bombeiros’, portanto o verbo deveria ter sido escrito com acento circunflexo, indicando o plural: ‘contêm’. O segundo é sobre pontuação: no lugar das vírgulas depois de ‘adequada’ e ‘choque’ devem ser substituídas por ponto-e-vírgulas, pois a última oração da enumeração já está cortada por vírgulas e, para preservar a clareza sintático-semântica do trecho, o uso de ponto-e-vírgula é obrigatório.


QUESTÃO 11 – (C) CORRETA


O subjuntivo é o modo verbal que indica incerteza da ação verbal, portanto o item está correto mesmo.


QUESTÃO 12 – (C) CORRETA


O primeiro parágrafo do texto é mesmo narrativo e ilustra o trabalho dos bombeiros, como se vê na linha 8.


QUESTÃO 13 – (C) CORRETA


Está correta, pois não há como morrer pelos dois motivos ao mesmo tempo não sendo de exclusão. Pelos sentidos do texto, tem de ser de exclusão.


QUESTÃO 14 – (E) ERRADA


O ‘as’ na verdade retoma o antecedente ‘198 pessoas’.


QUESTÃO 15 – (E) ERRADA


Há vários erros neste item de correspondência oficial: 1. Não se abrevia nada no vocativo, ‘Sr.’ está errado, deveria ser escrito ‘Senhor’; 2. ‘Viemos por meio desta’ está errado por ferir a objetividade e a clareza: ‘Vimos solicitar’ ou ‘Solicitamos’ são as formas corretas; 3. ‘V.Excia’ está abreviado de forma errada, pois a abreviação correta é V.Exa.; 4. Fere a impessoalidade o último período do texto.

sexta-feira, 8 de julho de 2011

Concordâncias III

                               Este terceiro artigo será dedicado a três casos do sujeito composto: posposto ao verbo; núcleos ligados por ‘ou’; com pessoas gramaticais diferentes. Como sabemos, sempre cai concordância e permeia sempre sobre o sujeito composto o item. Então, vejamos:

1.       Sujeito composto posposto ao verbo: no caso de anteposto ao verbo, a concordância é natural e sempre no plural para concordar com todos os núcleos. Porém, quando for posposto, a concordância pode ser feita tanto com o mais próximo núcleo ou com todos indiferentemente. Isso acontece por se criar a impressão semântica de zeugma (supressão de um termo já escrito anteriormente) do verbo depois do sujeito escrito: PASSARÃO / PASSARÁ o céu e a terra. ; MANTÊM-SE /MANTÉM-SE a correção e o sentido. Quando se tem a concordância com o mais próximo, percebe-se que o verbo se repetiria depois do sujeito: Passará o céu e a terra [passará]. Por isso, a concordância com o mais próximo é aceita na gramática.



2.       Sujeito composto com núcleos ligados por ‘ou’: há de se fazer uma separação semântica sobre este tema, porque o sentido influencia na concordância. Como já disse e digo em minhas aulas, a gramática deve se dobrar ao sentido sempre: quando houver dúvida, vá sempre pelo que privilegia o sentido em detrimento da simples regra geral, assim não se erra. Pois bem: A. ‘ou’ com valor de exclusão, verbo permanece no singular: FHC ou Lula GANHOU a eleição. / João ou Pedro FICARÁ com a vaga.; B. ‘ou’ com valor de não-exclusão (não é de soma!), verbo no plural: Reguffe ou Augusto Carvalho GANHARAM a eleição. / Português ou Direito CAEM na prova.  Assim, qualquer um dos dois pode cair na prova, pode ser que um só caia, mas pode ser que os dois caiam de uma vez. Se fosse de soma a ideia, os dois teriam de cair obrigatoriamente na prova. Não se pode substituir o ‘ou’ por ‘e’, pois muda-se o sentido. C. ‘ou’ com valor de retificação, verbo concorda com a retificação feita: Os motoristas ou o motorista FOI ELEITO para a associação. / O motorista ou os motoristas FORAM ELEITOS para a associação.



3.       Sujeito composto com pessoas gramaticais diferentes: as pessoas gramaticais são a 1ª, a 2ª e a 3ª pessoas do singular e as mesmas do plural. Quando elas se misturam no sujeito, basta que reduzamos a uma pessoa somente. Aline e tu (vós) CHEGASTES mais cedo. Tu e eu (nós) FIZEMOS tudo certo. Aline e eu (nós) SAIREMOS mais tarde. Cuidado para não achar que ‘Aline e tu’ equivale a ‘vocês’, deixando o verbo como ‘chegamos’ na primeira frase. Claro está que se a pergunta for pela linguagem amis informal, cotidiana, do dia a dia, pode-se tranquilamente dizer que Aline e tu chegaram mais cedo. Ela ficaria correta. Importante: ao se juntar esta regra com a última deste artigo, tem-se: CHEGASTES / CHEGOU Aline e tu (vós).



Professor Diego Amorim

quarta-feira, 6 de julho de 2011

Concordâncias II

                No artigo de hoje, continuação da semana passada, trataremos de estudar a concordância dos verbos ‘ser’ e ‘tratar’. São verbos especiais, que sempre caem em concursos. Ora sobre seu significado, ora sobre seu uso gramatical. Vejamos:

1.       Ser: geralmente, tem-se um montão de regras acerca desse verbo, mas basta que saibamos ler para que concordemos, de maneira adequada e correta, o verbo ‘ser’. A principal forma de variar o ‘ser’ é com a pessoa/pronome pessoal. Quando a frase contiver pessoa/pronome pessoal, concorda-se com ele: Aline SERÁ ilusões na sua vida. / Ilusão SERÃO elas na sua vida. Quando não aparecer na frase nem pessoa nem pronome pessoal, a concordância pode ser feita gramaticalmente com qualquer um dos elementos: Tudo SERÁ / SERÃO flores. / Modernidade É / SÃO instituições sólidas. Porém, lembremos que, ao concordar o verbo com qualquer um dos elementos, dá-se a este elemento ênfase. Quando se quer destacar um termo, concorda-se com ele. Assim, Tudo serão flores., destaca-se ‘flores’; Tudo será flores., destaca-se ‘tudo’.Obs.: até mesmo em relação a horas, ou a dia, ou mesmo a distância, essa regrinha funciona: SÃO 25 km até lá. / É 1h. / ERAM 18h, quando chegou. / Hoje É dia 20. / Hoje SÃO 20. Nestas frases, como não há pessoa nem pronome pessoal, nem mesmo outro elementos com quem concordar, concorda-se com o numeral que está na frase.



2.       Tratar: as formas esquisitas de concordância com esse verbo são as em que ele se junta com o pronome SE. São três as formas de aparecerem juntos: com o SE sendo partícula apassivadora (PA), sendo índice de indeterminação do sujeito (IIS), e sendo parte integrante do verbo (PIV). Como Jack, o estripador, por partes: A. (PA), para ser apassivador – com o sentido de curar, sanar, dar tratamento –, o SE deve-se ligar a verbos transitivos diretos, com o sujeito sofrendo a ação verbal, portanto o verbo concordará com o sujeito paciente: Tratam-se males de amor!. Aqui o sujeito é ‘males de amor’, com quem o verbo concorda; B. (IIS), para indeterminar o sujeito – com o sentido de dar tratamento, cuidar –, o SE deve-se ligar a verbos que não sejam transitivos diretos (VI, VTI, VL, VTD+OD PREP.), então p verbo ficará no singular por não aparecer o sujeito na oração em si: Trata-se dos males de amor! Aqui o sujeito é indeterminado e ‘dos males de amor’ é objeto indireto do verbo ‘tratar’ (VTI); C. (PIV), para que o SE seja parte integrante do verbo, ele deve ser conjugado com o verbo e não ter função alguma na oração, deixando o verbo no singular por não ter sujeito: Trata-se de assuntos de suma importância. Aqui, como não há sujeito, o verbo é impessoal, sem flexão, sempre usado na 3ª pessoa do singular. Lembre: o verbo não é ‘tratar’ e sim ‘tratar-se’, com o SE sendo parte integrante desse verbo, assim como: referir-se, sentar-se, encaminhar-se, aproximar-se.

O sentido diz tudo nesse caso do verbo ‘tratar’, pois ele diferencia o uso de trata-se de doenças. (sentido de tratamento, cura da doença) e Trata-se de doenças. (sentido de referir-se a doenças).

Fique atento! Estudem muito e estamos sempre juntos!

Professor Diego Amorim