segunda-feira, 27 de junho de 2011

Redações específicas!

As provas discursivas dos concursos públicos estão mudando. Não são mais cobrados em massa apenas temas para que se discorra sobre eles, simplesmente. Solicitam-se pareceres, notas técnicas e estudos de caso – redações cada vez mais específicas. Como estudar para elas? Há uma maneira certa de se escrever um parecer e uma nota técnica? Qual a diferença entre esses textos?



            São vários os questionamentos sobre essas redações. Antigamente, as bancas solicitavam um texto dissertativo sobre tema geral da atualidade. Era uma afirmação simples sobre a qual deveria ser escrito um texto coeso e coerente, com argumentos pertinentes e uma conclusão plausível. Depois, as bancas passaram a cobrar conteúdos específicos para se analisar, nas provas discursivas de concursos. Criaram-se os famosos tópicos que, necessariamente, devem ser abordados. Assim, poder-se-ia cobrar o conteúdo do edital também nas discursivas.



            Há pouco tempo se instituiu para as provas que se analisasse um caso específico, uma situação-problema. Com conhecimentos diversos acerca das áreas de Direto, Administração Financeira Orçamentária, Gestão de Pessoas, os candidatos devem analisar uma situação proposta e dizer em caso legal ou teórico se encaixa tal problema e como resolvê-lo. O Estudo de Caso é uma maneira de se cobrar da linguagem do candidato. Ela é mais objetiva, mais clara, mais específica. Com o Estudo de Caso, pode-se aprofundar a cobrança nas provas de redação dos concursos públicos. Ele é a base do Parecer e da Nota Técnica – outros dois tipos de redação específicas que saem da esfera pública para as provas.



            O parecer consiste na opinião emitida por servidor ou prestador de serviços especializados em determinado assunto técnico ou informação específica da área responsável. Porém, em âmbito de concursos públicos deve-se ter em mente que não será cobrada do aluno a estrutura de parecer que consta de manuais de redação dos órgãos públicos. Quando se solicita tal tipo de texto, quer-se, apenas, provar o quanto o candidato é capaz de analisar um fato e discorrer sobre ele, opinando, dando saídas e recomendações a serem seguidas, e não o mero ‘decoreba’ de onde ficam os elementos estruturais.



            O parecer é uma descrição e análise técnica sobre o assunto em questão. Tem caráter opinativo e seu objetivo é o esclarecimento de dúvidas ou questionamentos para fornecer subsídios à tomada de decisões, à interpretação de textos legais e à apreciação dos fatos – objeto da análise.  Sempre se dá parecer sobre fato ou situação específicas, pontuais. Não serve um parecer dado a determinada situação para outra, mesmo que sejam parecidas.



            Compõe-se o parecer de duas partes distintas: a primeira é uma análise e parecer técnico do assunto que o documento pretende fazer; a segunda é a conclusão, compreendendo o texto que finaliza a análise caracterizada anteriormente, com sugestão ou opinião técnica de encaminhamento do assunto. Existem três tipos básicos de parecer: o Administrativo – juízo emitido por especialistas, por órgãos consultivos ou por auditorias; o Técnico-científico – opinião emitida e baseada em teoria, estudos e pesquisas, nas áreas médicas pode receber o nome de Laudo; e o Jurídico – a interpretação de jurista emitida com base na legislação, na jurisprudência e na doutrina.

            A Nota Técnica consiste num documento elaborado por técnicos especializados em determinado assunto e difere do Parecer pela análise completa de todo o contexto, devendo conter histórico ou fundamento legal, baseados em informações relevantes. Utiliza uma linguagem formal e impessoal, recomendando-se não usar a primeira pessoa. A Nota Técnica é emitida quando identificada a necessidade de fundamentação formal ou informação específica da área responsável pela matéria. Nos concursos, colocam-se situações a serem analisadas e sobre elas se formulam as notas técnicas. Compõe-se de três partes distintas a nota técnica: introdução – fundamentos legais,  históricos ou técnicos –; desenvolvimento – análise técnica, parecer técnico –; conclusão – parecer favorável ou desfavorável, com sugestões ou proposições de providências.



            Lembrando que não se deve usar, a menos que se peça por escrito, a estrutura de redação oficial, com cabeçalho, endereçamento, datas, enfim, nada que não seja o corpo de texto. A escrita a ser analisada é apenas o texto dissertativo em si, portanto, a sobriedade da linguagem, sua clareza e objetividade constarão da redação de excelência. Tanto o parecer quanto a nota técnica contêm a introdução e a conclusão diferenciadas do texto dissertativo comum. Enquanto o estudo de um caso tem na introdução um breve relato do que fora dado como situação-problema, na nota e no parecer, geralmente, começa-se com A presente nota visa(...) ou Este parecer visa(...); e termina-se com Submete-se este parecer/esta nota à consideração superior com a sugestão de(...).



            Para se fazer um texto desses, específicos, com excelência, não há segredo. É treino,  treino, muito treino. Treino com correção profissional para as orientações seguras quanto às devidas correções. Fazer um curso em que se receba dicas de redação de excelência, como confeccioná-la, como orientar o pensamento para se criar um texto de excelência, seguro e rápido. Então, mãos à obra, melhor, mão à caneta!



Professor Diego Amorim


terça-feira, 14 de junho de 2011

RECURSO LÍNGUA PORTUGUESA – PROVA DA SES-DF – ENFERMEIRO

Pessoal, 

Seguem os recursos para a questão 1. Cuidado, pois, devido aos pedidos, fiz dois tipos: o primeiro, para a Troca de Gabarito; o segundo, para a Anulação da Questão. Peguem aquele que melhor ajuda vocês.

Questão 1. [Recurso para a TROCA de gabarito]

Solicita-se a troca de gabarito de E para C para condizer com a realidade textual apresentada. O gabarito preliminar fornecido pela douta banca examinadora, de letra E, representa um erro, pois diz-se na assertiva que certos animais terrestres têm capacidade de imortalizar-se (grifo próprio). Contudo, no texto, há dois animais que detém a qualidade explicitada de imortalidade: a hidra e a Turritopsis nutricula, ambas aquáticas com se percebe nas linhas 61 e 62, no caso da hidra; e linha 78, no caso da Turritopsis nutricula. Portanto, o gabarito preliminar contém um erro irrefutável. Na assertiva C, não há no texto elemento que o negue; ao contrário, nas linhas de 29 a 31, tem-se que no âmbito científico pode manter as células sempre saudáveis (grifo próprio). Sendo assim, contém a questão uma resposta correta com base no texto, devendo ser a letra C a resposta oficial. Pede-se deferimento e a consequente troca do gabarito de E para C, com a imputação dos pontos referentes a essa questão.

Questão 1. [Recurso para a ANULAÇÃO de gabarito]

Solicita-se a troca de gabarito de E para C para condizer com a realidade textual apresentada. O gabarito preliminar fornecido pela douta banca examinadora, de letra E, representa um erro, pois diz-se na assertiva que certos animais terrestres têm capacidade de imortalizar-se (grifo próprio). Contudo, no texto, há dois animais que detém a qualidade explicitada de imortalidade: a hidra e a Turritopsis nutricula, ambas aquáticas com se percebe nas linhas 61 e 62, no caso da hidra; e linha 78, no caso da Turritopsis nutricula. Portanto, o gabarito preliminar contém um erro irrefutável.  Em não havendo outra opção que seja correta, pede-se a anulação da questão para bem da lisura do certame.

domingo, 12 de junho de 2011

GABARITO DE CORREÇÃO DE PROVA DE MÉDICO SES-DF – FUNIVERSA

 
GABARITO DE CORREÇÃO DE PROVA DE MÉDICO SES-DF – FUNIVERSA
Prof Diego Amorim

QUESTÃO 1.
Resposta B. Não há dúvida sobre esta assertiva, pois todas as outras são aberrantes de erradas sobre o texto.

QUESTÃO 2.
Resposta A. A única que poderia causar maiores dúvidas seria a assertiva C, mas ela diz ‘inevitavelmente’ e na linha 27 há um dado impreciso. Portanto, sem questionamentos maiores.

QUESTÃO 3.
Resposta E. Essa merece explicação. Na letra A, quem se adéqua se adéqua A e não na como quer o item; fora o acento totalmente errado, não é, pessoal?. Na letra B, quem é alçado é alçado A e não em como quer o item. Na letra C, não há como trocar o pronome relativo QUE por a qual como quer o item, pois o pronome se refere a outro pronome – o demonstrativo A, impedindo a troca (que tantos ensinam errado, como disse 1000 vezes em aula!). Na letra D, - eu disse que cairia – o ‘tem’ fora usado com o sentido de existir/haver, portanto não está correto gramaticalmente.

QUESTÃO 4.
Resposta C. Na letra A, ‘onde’ se refere a ‘países emergentes’. Na letra B, ‘que’ se refere a ‘o’, que significa ‘aquilo’. Na letra D, o ‘que’ se refere a ‘aquilo’. Na letra E, o ‘que’ se refere a ‘a’, que significa ‘aquela’, que significa ‘quantidade’.

QUESTÃO 5
Resposta D. Não há o que discutir, pois as opções erradas o são de maneira irrefutável. Aliás, as de textos foram muito fáceis.

QUESTÃO 6
Resposta B. Na letra A, o ‘se’ é parte integrante do verbo e não pode ser retirada. Cuidado os mineiros! Pois, a fala dos mineiros se assemelha ao que fora dito, mas não faz parte da norma pedida. Na letra C, ‘tampouco’ significa ‘também não’, ‘nem’ e ‘tão pouco’ significa quantidade. Portanto, nem sequer têm o mesmo campo semântico. Na letra D, a crase é obrigatória, pois a palavra atividade está definida, determinada e pede o A obrigatoriamente mais o A de ‘aplicado’, crase. Na letra E, não há ambiguidade, pois é explicitado o que se vai dizer antes que o diga, portanto deixando claras as relações de sentido.

Prvoa de Português da SES-DF para Médico