terça-feira, 14 de junho de 2011

RECURSO LÍNGUA PORTUGUESA – PROVA DA SES-DF – ENFERMEIRO

Pessoal, 

Seguem os recursos para a questão 1. Cuidado, pois, devido aos pedidos, fiz dois tipos: o primeiro, para a Troca de Gabarito; o segundo, para a Anulação da Questão. Peguem aquele que melhor ajuda vocês.

Questão 1. [Recurso para a TROCA de gabarito]

Solicita-se a troca de gabarito de E para C para condizer com a realidade textual apresentada. O gabarito preliminar fornecido pela douta banca examinadora, de letra E, representa um erro, pois diz-se na assertiva que certos animais terrestres têm capacidade de imortalizar-se (grifo próprio). Contudo, no texto, há dois animais que detém a qualidade explicitada de imortalidade: a hidra e a Turritopsis nutricula, ambas aquáticas com se percebe nas linhas 61 e 62, no caso da hidra; e linha 78, no caso da Turritopsis nutricula. Portanto, o gabarito preliminar contém um erro irrefutável. Na assertiva C, não há no texto elemento que o negue; ao contrário, nas linhas de 29 a 31, tem-se que no âmbito científico pode manter as células sempre saudáveis (grifo próprio). Sendo assim, contém a questão uma resposta correta com base no texto, devendo ser a letra C a resposta oficial. Pede-se deferimento e a consequente troca do gabarito de E para C, com a imputação dos pontos referentes a essa questão.

Questão 1. [Recurso para a ANULAÇÃO de gabarito]

Solicita-se a troca de gabarito de E para C para condizer com a realidade textual apresentada. O gabarito preliminar fornecido pela douta banca examinadora, de letra E, representa um erro, pois diz-se na assertiva que certos animais terrestres têm capacidade de imortalizar-se (grifo próprio). Contudo, no texto, há dois animais que detém a qualidade explicitada de imortalidade: a hidra e a Turritopsis nutricula, ambas aquáticas com se percebe nas linhas 61 e 62, no caso da hidra; e linha 78, no caso da Turritopsis nutricula. Portanto, o gabarito preliminar contém um erro irrefutável.  Em não havendo outra opção que seja correta, pede-se a anulação da questão para bem da lisura do certame.

domingo, 12 de junho de 2011

GABARITO DE CORREÇÃO DE PROVA DE MÉDICO SES-DF – FUNIVERSA

 
GABARITO DE CORREÇÃO DE PROVA DE MÉDICO SES-DF – FUNIVERSA
Prof Diego Amorim

QUESTÃO 1.
Resposta B. Não há dúvida sobre esta assertiva, pois todas as outras são aberrantes de erradas sobre o texto.

QUESTÃO 2.
Resposta A. A única que poderia causar maiores dúvidas seria a assertiva C, mas ela diz ‘inevitavelmente’ e na linha 27 há um dado impreciso. Portanto, sem questionamentos maiores.

QUESTÃO 3.
Resposta E. Essa merece explicação. Na letra A, quem se adéqua se adéqua A e não na como quer o item; fora o acento totalmente errado, não é, pessoal?. Na letra B, quem é alçado é alçado A e não em como quer o item. Na letra C, não há como trocar o pronome relativo QUE por a qual como quer o item, pois o pronome se refere a outro pronome – o demonstrativo A, impedindo a troca (que tantos ensinam errado, como disse 1000 vezes em aula!). Na letra D, - eu disse que cairia – o ‘tem’ fora usado com o sentido de existir/haver, portanto não está correto gramaticalmente.

QUESTÃO 4.
Resposta C. Na letra A, ‘onde’ se refere a ‘países emergentes’. Na letra B, ‘que’ se refere a ‘o’, que significa ‘aquilo’. Na letra D, o ‘que’ se refere a ‘aquilo’. Na letra E, o ‘que’ se refere a ‘a’, que significa ‘aquela’, que significa ‘quantidade’.

QUESTÃO 5
Resposta D. Não há o que discutir, pois as opções erradas o são de maneira irrefutável. Aliás, as de textos foram muito fáceis.

QUESTÃO 6
Resposta B. Na letra A, o ‘se’ é parte integrante do verbo e não pode ser retirada. Cuidado os mineiros! Pois, a fala dos mineiros se assemelha ao que fora dito, mas não faz parte da norma pedida. Na letra C, ‘tampouco’ significa ‘também não’, ‘nem’ e ‘tão pouco’ significa quantidade. Portanto, nem sequer têm o mesmo campo semântico. Na letra D, a crase é obrigatória, pois a palavra atividade está definida, determinada e pede o A obrigatoriamente mais o A de ‘aplicado’, crase. Na letra E, não há ambiguidade, pois é explicitado o que se vai dizer antes que o diga, portanto deixando claras as relações de sentido.

Prvoa de Português da SES-DF para Médico


domingo, 5 de junho de 2011

Eu complemento ou eu adjunto?




Eu complemento ou eu adjunto?

Sempre me perguntam qual a diferença do adjunto adnominal – AADN – e do complemento nominal – CN. Coisinha complicada de entender, não é mesmo? Alguns ensinam por morfologia – dizendo que basta saber se o substantivo é abstrato ou concreto para diferenciá-los. Bom, não sei meus colegas, mas ‘odeio do fundo do meu ódio’ – expressão que li uma vez e me marcou, como será um ódio desses? – gramáticas prontas com fórmulas mais do que passadas.

Se pegarmos a gramática do renomado mestre Evanildo Bechara, encontraremos exemplos e explicações que até mesmo a ele confundem. Conversava com o professor Marcos Pacco na semana passada sobre isso. Exemplos prontos, fórmulas mágicas para desviar o estudante da linha textual ocorrem muito nas gramáticas. Longe de dizer que o mestre tenha errado, mas o assunto é mesmo espinhoso. Antes que digam que não sou ninguém para criticar, ou mesmo uma ‘besta redonda’, pois não sou quadrado, vamos às elucidações.

Parte chata I: a teoria! Precisamos saber que CN é sempre preposicionado e um termo obrigatório depois de solicitado por um substantivo, adjetivo ou advérbio. Seu caráter é de ser paciente da ação do nome (substantivo em derivação regressiva/deverbal). Por quê? O CN funciona como um objeto do nome – objeto nominal –, como isso não existe (ainda!), chamamos de CN.

A necessidade DE SUCESSO é enorme.
Temos a certeza DA APROVAÇÃO.
Foi adiada a votação DA MP.
A invenção DO TELEFONE mudou o mundo.
Os juros correm paralelamente AO CÂMBIO.
Todos LHE serão úteis.

Nesses exemplos, os substantivos ‘necessidade’, ‘certeza’, ‘votação’ e ‘invenção’ dão ideia de ação e pedem complementos. Nesses casos, os complementos foram pacientes: ‘necessitamos de sucesso’; ‘temos certeza da aprovação’; a MP foi votada’; ‘o telefone foi inventado’. Nas duas últimas orações, as expressões em maiúsculas se unem a termo adverbial na penúltima, e a termo adjetivo na última. Ligados a ADV ou a ADJ, sempre teremos um CN.

Parte chata II: mais teoria! Já o AADN é um termo que necessita do substantivo para existir. Sendo assim, o artigo, o pronome, o numeral e o adjetivo, quando ligados a um substantivo, revelam-se como AADN. Somam-se a isso as locuções adjetivas – aí mora o perigo! – que, por terem valor de adjetivo, também possuem a função de AADN – e preposição, para confundir-se com o CN. Neste caso, têm a função de sujeito da ação do nome, quando ligadas a um substantivo com ação.

A invenção DO SÁBIO mudou o mundo.
Foi adiada a votação DO CONGRESSO.
A prova DE PORTUGUÊS será fácil.
AS MINHAS PRIMEIRAS e LINDAS éguas DE CORRIDA morreram.

Nas duas primeiras orações, os complementos dos substantivos que indicam ação – ‘invenção’, ‘votação’ – são agentes dessa ação, portanto AADN. Nas duas últimas, o elemento preposicionado se une a substantivo sem ação, portanto é um valor ADJ, então AADN.

Que tal irmos à parte boa, então? 

Resumindo: 

1.    1. quando se tem uma expressão ligada a um ADJ ou ADV, função de CN, sem titubear.

2.    2. quando se tem expressão ligada a substantivo sem ação, função de AADN, sem pestanejar.

3.    3. quando se tem expressão ligada a um substantivo com ação, cuidado!, ela pode fazer o papel de agente ou de paciente dessa ação. Se agente, AADN; se paciente, CN.

Que tal agora um desafio para a semana que vem eu postar o resultado? Pois bem:

A plantação DE MILHO será prejudicada.
A plantação DO MILHO será prejudicada.
A plantação DE MILHO será queimada.
A plantação DO MILHO será queimada.

Como se diz em latim: Alea jacta est! Semana que vem a resposta.

Boa sorte e boa semana a todos.
Prof. Diego Amorim