terça-feira, 6 de setembro de 2011

FALSAS FÓRMULAS MÁGICAS



Sempre me pedem que faça uma lista de maneiras mais ‘fáceis’ de se estudar; jeito mais ‘fácil’ de apreender; ‘macetes’ para as regras de português; enfim, um monte de pedidos que se resumem em “não quero estudar direito e quero dar um jeitinho para passar”. Tenho uma notícia frustrante para você que procura essas falsas fórmulas mágicas que pregam por aí: elas não dão nem darão certo! Estude! Apenas estude!

As provas para concursos públicos atuais primam pelo candidato que tem o conhecimento global do mundo e sabe fazer interrelações com os conhecimentos específicos exigidos pelos editais. O simples decorar não faz com que se possa responder aos itens com a precisão necessária para se chegar à excelência. Decorar significa, em última instância, enganar-se com o macete do papagaio. Há outros macetes, vamos a eles.
Macete do papagaio – o candidato decora tudo o quanto pode, sabe tudo na ponta da língua; porém não faz inferências, não pensa sobre o assunto. Sabe repetir tudo o que leu e diz que estudou, mas se a pergunta for feita de maneira distinta, erra. Ele decora: quem descobriu o Brasil foi Pedro Álvares Cabral, quem descobriu o Brasil foi Pedro Álvares Cabral, quem descobriu o Brasil foi Pedro Álvares Cabral. A pergunta feita será: O Brasil foi descoberto por quem? Resposta do papagaio: não sei por quem foi descoberto, mas quem descobriu foi Pedro Álvares Cabral.
Macete do chute – alguns professores, em vez de ajudar o aluno, prejudicam seu desempenho ao criar fórmulas mirabolantes para se chutar a resposta de maneira segura. Ora, se fosse segura, não seria um chute e, sim, uma técnica reconhecida. Chutar significa correr um risco desnecessário e evitável. Desnecessário, pois pode-se deixar em branco – caso de provas do CESPE, em que há fatores de correção, ou seja, itens errados anulam itens corretos –, e ao se deixar em branco, nada se perde. Desnecessário, pois há sempre uma lógica nas assertivas para se ficar entre duas questões quando de múltipla escolha. Evitável, pois o conhecimento adquirido com estudo sério e contínuo evita o fato de não se ter noção da resposta. Diz-se que o número de questões com certo ou errado ou mesmo o número de respostas das assertivas é igual. Isso pode ser até verdade, mas pense comigo um pouco: são iguais, mas quais são os itens corretos para eu marcar os errados? Como saber se acertei com certeza os itens de maneira a fazer a equivalência para saber quais as outras respostas. Pura idiotice chutar em concursos públicos.
Macete dos macetes – é de praxe professores criarem maneiras diferentes para explicar um determinado assunto. Isso é louvável e, se o candidato aprendeu a fazer assim e dá certo em todas as possibilidades, o candidato deve usar esse método. Porém, se o tal jeito de fazer não engloba todos os itens e suas maneiras diferentes de serem cobrados, ou seja, se funcionam apenas em determinadas situações, fuja disso loucamente. Se o professor conhece esse defeito do macete, o examinador/elaborador da prova também o conhece, portanto você corre risco. Se macetes fossem realmente bons, seriam regras e não macetes mesmo. Claro que há como se explicarem matérias de maneiras novas e inovadoras, mas tem de funcionar em todas as nuances do tema.
Macete da substituição – esse é o meu preferido para criticar! Em português acontece muito e acabarei ferindo indiretamente bons amigos-colegas, mas como já me conhecem sabem o que penso. Portanto, sem problemas, sem reservas! Quando se ensina que basta substituir uma palavra por outra para se ter a noção daquilo que se queria é um engano muito grande. Elucidemos: na frase “Como estudamos, passaremos.”, a substituição de ‘como’ por ‘conforme’ altera o sentido do período? Altera de uma ideia causal para uma ideia conformativa, certo? Errado! Pode até mesmo ser equivocado o uso de ‘conforme’ nessa acepção, mas o sentido é o de causa ainda. Leia com calma de novo e perceba. Ao se substituir uma palavra ou expressão por outra para ver qual seu sentido, na verdade se analisa a nova expressão, a troca, a substituição e não o termo original da prova. É outra enganação!
Como se resolver cada um desses macetes? Fugindo deles! Há sempre uma ação positiva que pode ser tomada para se evitar essas práticas desnecessárias e mágicas de passar em concursos. Seu futuro não depende de mágicas e sim de você, do seu esforço pessoal. O valor da conquista se mede pelo esforço despendido para alcançá-la. Dê valor aos seus sonhos, empenhe-se em consegui-los por méritos próprios. Ninguém disse que seria fácil, mas com certeza não é impossível.
Estudar para entender – interesse-se pelo que você está estudando, o assunto sempre será útil para seus conhecimentos. É muito bom aprender coisas novas. Ao se interessar pelo assunto estudado, passa-se a entender melhor, fazer melhores inferências e relações com outros assuntos. Não precisa decorar, basta você desejar aprender, sua mente arruma o caminho. Quando se aprende de verdade, não interessa a pergunta que se faça sobre o assunto, pois ela poderá ser respondida tranquilamente.
Absorver a lógica da regra – quando se deseja realmente aprender, passa-se a entender melhor a lógica que deu vazão à regra. Ao se perceber essa lógica, a regra passa a ser inerente aos seus conhecimentos. Deseje entender; busque a lógica em tudo o que pretende aprender; ao adquiri-la, use-a normalmente, pois já faz parte de você. Você entendeu a regra. Você já a tem internalizada. Nada que se pergunte pode ‘pegar’ você.
Confie em você, somente em você; você já sabe – confie na sua capacidade de aprender, somente você se conhece a ponto de saber como melhor absorve matérias, como melhor entende os fatos e regras de estudos; somente você conhece seus limites para poder ultrapassá-los. Somente você poderá criar seus próprios mecanismos de lógica. Sabemos que todos precisam de orientação profissional para aprender o caminho, mas somente você poderá seguir por ele a partir de determinado ponto. Quando digo que você já sabe, digo que você ao se esforçar consegue entender o que você quiser. Todos fazemos parte desse imenso conhecimento coletivo e temos acesso a ele. O canal? Seu desejo real de aprender. Você pode, acredite, deseje.
Por fim, a TBQ – Teoria da Bunda Quadrada. Não riam! Somente se você sentar e estudar, você consegue algo. Não delegue a ninguém seu sucesso. Ele é seu e depende de você alcançá-lo. Essa teoria consiste em sentar e estudar. Não há segredo! Sente e estude muito. Quando alcançar seu sonho, você nem se lembrará do esforço despendido para isso. Depois use seu salário para academia, plástica, silicone para arredondar de novo seu bumbum. Afinal, nada mais justo depois de tanto estudo! Boa sorte e espero vê-lo(a) em breve sem bunda, porém CONCURSADO(A).
Professor Diego Amorim
@professordiego

quarta-feira, 10 de agosto de 2011

RECURSOS – NUTRICIONISTA – Professor Diego Amorim


RECURSOS – NUTRICIONISTA – Professor Diego Amorim
QUESTÃO 1
Solicita-se a anulação da referida questão, pois há duas respostas possíveis. A letra D, apontada como correta pelo gabarito, está realmente correta em relação ao texto. Contudo, a letra E também está correta em relação ao texto exposto. A assertiva E diz que dispor de um médico de confiança pode até representar um luxo, mas acaba por trazer economia para o sistema da administração pública. O texto diz que “escolher seu médico pode parecer um luxo, mas, na verdade, é fator de economia para o sistema.” Sendo assim, há considerações a se fazer. ‘Pode parecer um luxo’ não significa que seja, mas reforça a ideia de que, se fosse, não seria problema, pois resultaria em economia; ao comparar-se com a assertiva, percebe-se que o uso do ‘embora’ minimiza o fato de ser um luxo, importando somente o fato de ser uma economia essa interação com o médico preferencial. Sendo assim, pede-se a anulação da questão por conter duas assertivas corretas em relação ao texto apresentado para análise.

quinta-feira, 21 de julho de 2011

Recurso CBMDF - Complementar - Língua Portuguesa



Questão 8

Solicita-se a alteração de gabarito preliminar desta questão. Fora dado como correto (C) o SE indicador de sujeito indeterminado na oração Sabe-se muito pouco a respeito do desenvolvimento das organizações (...), porém, para se obter sujeito indeterminado com o uso do pronome SE, este deve ser ligado a verbos intransitivo, transitivo indireto, de ligação, transitivo direto com objeto direto preposicionado. O verbo em análise é transitivo direto, fazendo-se que se classifique o SE como partícula apassivadora, com sujeito explícito no texto e paciente da ação verbal SABER. O sujeito da oração é ‘muito pouco’. É unânime entre os gramáticos a condição de apassivador do pronome ligado ao verbo ‘saber’ nessa condição de uso. Em sua ‘Gramática da Língua Portuguesa’, páginas 154 e 155, Pasquale Cipro Neto e Ulisses Infantes deixam clara a impossibilidade de se ter sujeito indeterminado com verbos transitivos diretos. Assim, estando o sujeito explícito na oração, não é correto dizer que ele seja indeterminado, deixando a questão errada (E). o que fica indeterminado na oração é o agente da passiva, na voz passiva sintética em que se encontra a oração. Pede-se à Douta Banca Examinadora a alteração do gabarito preliminar de (C) correto para (E) errado, a bem da lisura deste certame.

Questão 9

Solicita-se a alteração de gabarito preliminar desta questão. Fora dada como correta (C) a assertiva “Infere-se das informações do texto que as companhias seguradoras formaram brigadas para proteger os bens de seus clientes dos prejuízos advindos de incêndios e continuar obtendo lucros.” Porém, no texto em análise não se faz menção ao fato da tentativa de obter lucros por parte das seguradoras, muito menos ao fato de se ‘continuar obtendo lucros’. Sendo assim, não há como se inferir do texto que tais informações, pois sequer se deixa a entender essa intenção, como se percebe no trecho so texto em que se trata desse ponto: “Após o incêndio, as companhias de seguro da cidade começaram a formar brigadas particulares para proteger a propriedade de seus clientes.” O item deve, portanto, ser considerado como sendo (E) errado por não haver condições de inferência exofórica a esse respeito. Pede-se à Douta Banca Examinadora a alteração do gabarito preliminar de (C) correto para (E) errado, a bem da lisura deste certame.

quarta-feira, 20 de julho de 2011

CURSO DE REDAÇÃO DISCURSIVA PARA O SENADO FEDERAL



Objetivo:
·       ensinar a elaborar um texto coeso e coerente, objetivo e claro, acerca de diversos temas.
Local:
·       702 Norte, Cópia Café, subsolo, sala 1.
Dias:
·       13, 20 e 27/8/2011
Horário:
·       das 17h45min às 21h (já incluso 1h20min para elaboração da redação)
Carga-horária:
·       15h/a (45min cada h/a)
Redações Corrigidas:
·       serão corrigidas as redações confeccionadas pelos alunos, independente da quantidade.
Investimento:
·       R$ 100,00 (cem reais) à vista;
·       2x R$ 55,00 (cinquenta e cinco reais)
Material:
·       elaborado pelo professor Diego Amorim, consistente em material teórico, material de análise de redações, caderno de temas específicos.
Cronograma:
·       13/8 – Macroestrutura: introdução, desenvolvimento, conclusão. / Plano de Redação / Elaboração de Textos
·       20/8 – Microestrutura: o parágrafo – introdução, desenvolvimento, conclusão. / Análise de Redações Corrigidas / Mitos e Dúvidas / Elaboração de Textos
·       27/8 – Caderno de Temas / Montagem de Redações / Análise de Temas Passados / Elaboração de Textos
Vagas: 50 alunos
Inscrições e Contatos:
·       Enviar e-mail de confirmação para receber os dias das inscrições.
·       @professordiego (twitter)
·       www.professordiego.com
·       61 8461-1747

domingo, 17 de julho de 2011

GABARITO COMENTADO DE LÍNGUA PORTUGUESA CFO BM DF – PROFESSOR DIEGO AMORIM –

http://www.cespe.unb.br/concursos/CBMDFCFO2011/

 QUESTÃO 1 – (E) ERRADA


A troca de “se improvisavam” por “era improvisada” não é possível, pois o sujeito da oração do texto é ‘escadas de madeira’. Por ser plural a troca deveria ser feita por ‘eram improvisadas’.


 


QUESTÃO 2 – (E) ERRADA


A partícula SE na linha 9 tem como função sintática de Partícula Apassivadora (PA), tendo como sujeito paciente “moradores”. Já na linha 10, o SE funciona como Parte Integrante do Verbo (PIV), tendo como sujeito agente “eles”. Então, não é a mesma função.


QUESTÃO 3 – (C) CORRETA


Na linha 13, houve mesmo a junção de um ‘a’ preposição, vinda do particípio ‘dirigido’ e outro ‘a’ artigo, vindo da palavra feminina ‘Câmara’.


QUESTÃO 4 – (C) CORRETA


As linhas 11 e 12, 15 e 16 corroboram com a afirmação feita neste item.


QUESTÃO 5 – (E) ERRADA


O verbo acorrer é intransitivo, portanto sem objeto. O que se chama de objeto no item tem função de sujeito.


QUESTÃO 6 – (E) ERRADA


Em ‘dar os primeiros socorros as vítimas’, o ‘as’ deve levar o sinal indicativo de crase. Assim como em ‘dar um atendimento preliminar as vítimas’, o ‘as’ também deveria levar o acento. Isso torna o item falso.


QUESTÃO 7 – (C) CORRETA


Não há erros de natureza gramatical neste item.


*QUESTÃO 8 – (E) ERRADA


Não há erros de natureza gramatical neste item.


*neste item, poderá haver um problema, pois há uma vírgula obrigatória entre ‘intensivo’ e ‘equipada’, pois temos aí um termo explicativo do anterior, portanto com a vírgula obrigatória para separá-los. Em minha opinião, o CESPE lança o gabarito como correto, porém, se o soltar como errado não vejo problemas. Recursos serão postados se quiserem.


QUESTÃO 9 – (E) ERRADA


O erro de gramática deste item é de concordância verbal na palavra ‘podem ser’, pois seu sujeito está no singular: ‘missão de salvamento’. Então, deveria estar escrito ‘pode ser’.


QUESTÃO 10 – (E) ERRADA


Há dois motivos de erros para este item. O primeiro é sobre concordância verbal (para variar!) do verbo conter na quarta linha do item. Seu sujeito é ‘integrantes do corpo de bombeiros’, portanto o verbo deveria ter sido escrito com acento circunflexo, indicando o plural: ‘contêm’. O segundo é sobre pontuação: no lugar das vírgulas depois de ‘adequada’ e ‘choque’ devem ser substituídas por ponto-e-vírgulas, pois a última oração da enumeração já está cortada por vírgulas e, para preservar a clareza sintático-semântica do trecho, o uso de ponto-e-vírgula é obrigatório.


QUESTÃO 11 – (C) CORRETA


O subjuntivo é o modo verbal que indica incerteza da ação verbal, portanto o item está correto mesmo.


QUESTÃO 12 – (C) CORRETA


O primeiro parágrafo do texto é mesmo narrativo e ilustra o trabalho dos bombeiros, como se vê na linha 8.


QUESTÃO 13 – (C) CORRETA


Está correta, pois não há como morrer pelos dois motivos ao mesmo tempo não sendo de exclusão. Pelos sentidos do texto, tem de ser de exclusão.


QUESTÃO 14 – (E) ERRADA


O ‘as’ na verdade retoma o antecedente ‘198 pessoas’.


QUESTÃO 15 – (E) ERRADA


Há vários erros neste item de correspondência oficial: 1. Não se abrevia nada no vocativo, ‘Sr.’ está errado, deveria ser escrito ‘Senhor’; 2. ‘Viemos por meio desta’ está errado por ferir a objetividade e a clareza: ‘Vimos solicitar’ ou ‘Solicitamos’ são as formas corretas; 3. ‘V.Excia’ está abreviado de forma errada, pois a abreviação correta é V.Exa.; 4. Fere a impessoalidade o último período do texto.